{"id":9282,"date":"2022-03-28T12:30:51","date_gmt":"2022-03-28T15:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/?p=9282"},"modified":"2025-07-26T23:47:25","modified_gmt":"2025-07-27T02:47:25","slug":"o-tardar-feminino-participacao-politica-legislativa-em-nivel-subnacional-os-casos-de-entre-rios-e-santa-fe-1983-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/o-tardar-feminino-participacao-politica-legislativa-em-nivel-subnacional-os-casos-de-entre-rios-e-santa-fe-1983-2022\/","title":{"rendered":"O tardar feminino: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa em n\u00edvel subnacional. Os casos de Entre R\u00edos e Santa F\u00e9 (1983-2022)"},"content":{"rendered":"<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Fanny-Natali-Maidana.jpg[\/author_image] [author_info]<strong>Fanny Natal\u00ed Maidana<\/strong><\/p>\n<p>Doutora em Ci\u00eancia Pol\u00edtica (UNR). Graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UCA). Professora e pesquisadora da Universidade Nacional do Litoral (JTP na C\u00e1tedra de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Faculdade de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais e Professora Adjunta do Semin\u00e1rio sobre Partidos Pol\u00edticos e Sistemas Eleitorais- Faculdade de Humanidades e Ci\u00eancias). [\/author_info] [\/author]<\/p>\n<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Maria-Emilia-Perri.jpg[\/author_image] [author_info]<strong>Maria Em\u00edlia Perri<\/strong><\/p>\n<p>Graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica (UNL). Doutoranda em Ci\u00eancia Pol\u00edtica (UNR). Professora e pesquisadora da Universidade Nacional do Litoral (JTP na C\u00e1tedra de Ci\u00eancia Pol\u00edtica &#8211; Faculdade de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais e assistente na cadeira opcional Contribui\u00e7\u00f5es de G\u00eanero e Estudos Feministas para a Ci\u00eancia Pol\u00edtica &#8211; Faculdade de Humanidades e Ci\u00eancias) [\/author_info] [\/author]<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9285 size-full\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_12-1-990x556-1.jpg\" alt=\"Screenshot 12 1 990x556 1\" width=\"990\" height=\"556\" title=\"O tardar feminino: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa em n\u00edvel subnacional. Os casos de Entre R\u00edos e Santa F\u00e9 (1983-2022)\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_12-1-990x556-1.jpg 990w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_12-1-990x556-1-300x168.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_12-1-990x556-1-768x431.jpg 768w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_12-1-990x556-1-980x550.jpg 980w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_12-1-990x556-1-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 990px) 100vw, 990px\" \/><\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres \u00e9 um tema recorrente e in\u00e9dito dentro dos estudos eleitorais. A partir de diversas abordagens e metodologias, tem sido estudada a incorpora\u00e7\u00e3o de mulheres em listas e em espa\u00e7os p\u00fablicos ou decis\u00f3rios (Archenti e Tula 2008, 2014; Caminotti, 2013; Llanos e Sample, 2008; Marx, Borner e Caminotti, 2008). No entanto, estudos subnacionais comparativos s\u00e3o incipientes dentro da ci\u00eancia pol\u00edtica argentina.<\/p>\n<p>O presente trabalho busca contribuir nessa \u00e1rea de vac\u00e2ncia comparando dois casos: Santa F\u00e9 e Entre R\u00edos. Essas prov\u00edncias n\u00e3o s\u00f3 integram a mesma \u00e1rea geogr\u00e1fica no pa\u00eds, mas tamb\u00e9m compartilham caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas e sociais.<\/p>\n<p>Esta apresenta\u00e7\u00e3o tem como objetivo <em>comparar a entrada de mulheres em espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o legislativa (C\u00e2mara dos Deputados e C\u00e2mara dos Senadores) nos casos de Santa F\u00e9 e Entre R\u00edos, considerando o per\u00edodo 1983-2022. <\/em>\u00a0Esse objetivo nos permite questionar as formas pelas quais as mulheres entraram em espa\u00e7os de poder e manter como hip\u00f3tese que, mesmo que existam legisla\u00e7\u00f5es que tentam modificar a forma como entram na pol\u00edtica, as mulheres continuam a ser um grupo desfavorecido em \u00e2mbito subnacional (Saba, 2016).<\/p>\n<p>De acordo com a teoria, o espa\u00e7o legislativo \u00e9 geralmente classificado como um ambiente amig\u00e1vel para a incorpora\u00e7\u00e3o das mulheres, uma vez que permite a\u00e7\u00f5es afirmativas ou legisla\u00e7\u00f5es paritaristas (Norris, 2006). Nos dois casos selecionados, pretende-se observar como o bicameralismo funciona em conjunto com a implementa\u00e7\u00e3o de cotas legislativas em \u00e1reas subnacionais. Para isso, ser\u00e1 realizada uma an\u00e1lise de cada prov\u00edncia em particular e, em seguida, abordar\u00e1 as compara\u00e7\u00f5es nas considera\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n<ol>\n<li>A quest\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica e nas respostas pol\u00edticas<\/li>\n<\/ol>\n<p>Historicamente, as mulheres t\u00eam sido socializadas para responder \u00e0s demandas do mundo patriarcal, por isso tiveram que sustentar o lar e exercer o papel de cuidado e educa\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para que os Estados se desenvolvam (Barrancos, 2012). Nessa divis\u00e3o do trabalho, a pol\u00edtica e os espa\u00e7os p\u00fablicos eram socialmente reconhecidos como espa\u00e7os masculinos.<\/p>\n<p>Em termos de inclus\u00e3o de mulheres na pol\u00edtica, na Argentina h\u00e1 dois marcos durante o s\u00e9culo XX. A primeira delas foi a Lei do Sufr\u00e1gio Feminino (Lei n\u00ba 13.010) promulgada em 1947 e exercida pela primeira vez em 1951. Embora esta lei tenha ampliado o n\u00famero de eleitores, ela n\u00e3o mudou certos comportamentos por parte das elites partid\u00e1rias, impedindo as mulheres de concorrerem como candidatas. De fato, os percentuais de participa\u00e7\u00e3o feminina nos espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o foram muito baixos para aquelas que representaram metade das listas eleitorais.<\/p>\n<p>O segundo marco ocorreu em 1991, quando foi promulgada a Lei n\u00ba 2.4.012 sobre a cota nacional, que estabeleceu que pelo menos 30% dos candidatos devem ser mulheres e estar em propor\u00e7\u00f5es com a possibilidade de serem eleitos, caso contr\u00e1rio a lista n\u00e3o seria oficializada.<\/p>\n<p>Esta legisla\u00e7\u00e3o gerou a necessidade de modificar as regulamenta\u00e7\u00f5es provinciais durante os anos seguintes. Nos casos selecionados para este trabalho, o impressionante \u00e9 que Santa F\u00e9 promulgou sua lei de cotas em 1992, enquanto Entre R\u00edos foi uma das \u00faltimas prov\u00edncias do pa\u00eds a faz\u00ea-lo, em mar\u00e7o de 2011.<\/p>\n<p>No caso de Santa F\u00e9, a Lei n\u00ba 10.802 estabeleceu que em qualquer lista de candidatos apresentados por partidos pol\u00edticos para elei\u00e7\u00f5es constituintes provinciais, municipais, comunit\u00e1rias e\/ou convencionais, o terceiro (pelo menos) deve ser composto por mulheres de forma intercalada e\/ou sucessiva, sob qualquer sistema eleitoral que seja aplicado, caso contr\u00e1rio, a lista n\u00e3o seria formalizada pelo Tribunal Regional Eleitoral Provincial (TEP).<\/p>\n<p>Esta lei marcou o in\u00edcio de uma ascens\u00e3o progressiva das mulheres na legislatura provincial. No entanto, estudos de caso mostram que as institui\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias estavam relutantes em incorporar a cota, tanto em termos intrapartid\u00e1rias quanto legislativas, mesmo distorcendo o objetivo da norma (Archenti e Tula, 2008, 2014; Ferro, 2005). O principal problema com a implementa\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o de cotas foram as brechas legais geradas.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, a lei foi alterada em 2012, estabelecendo que a aplica\u00e7\u00e3o integral da a\u00e7\u00e3o afirmativa deve ser assegurada, o que significava garantir a presen\u00e7a de mulheres nas listas de \u00f3rg\u00e3os colegiados at\u00e9 o juramento de posse e n\u00e3o apenas na lista partid\u00e1ria<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Por sua vez, a lei deu origem a diversas decis\u00f5es judiciais que destacaram as lacunas originadas na pr\u00e1tica ante substitui\u00e7\u00f5es ou juramentos e do poder que estava em jogo, especialmente para as elites partid\u00e1rias. Desde pedidos de inconstitucionalidade por parte de candidatas e conselheiras de Ros\u00e1rio, a disputas entre candidatas devido \u00e0 morte ou demiss\u00e3o de deputadas, ou devido \u00e0s substitui\u00e7\u00f5es realizadas de of\u00edcio pelo TEP, todas elas demonstram como as lacunas mostram os problemas que a lei significou para os partidos pol\u00edticos e a relut\u00e2ncia que gerou em incorporar mulheres; todos eles demonstram como as lacunas tornam transparentes os problemas que a lei significava para os partidos pol\u00edticos e a relut\u00e2ncia gerada pela incorpora\u00e7\u00e3o das mulheres<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>A lei de cotas foi aplicada em sete elei\u00e7\u00f5es provinciais, sendo revogada em 2020 pela Lei n\u00ba 14.002 sobre Paridade de G\u00eanero, que ser\u00e1 aplicada pela primeira vez nas elei\u00e7\u00f5es provinciais de 2023.<\/p>\n<p>No caso de Entre R\u00edos, como dito acima, foi somente em 2011 que o Legislativo aprovou a Lei n\u00ba 10.012, conhecida como Lei da Equidade de G\u00eanero na Representa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica. Tem sua origem em um acordo interpartid\u00e1rio feito pelos deputados Ana D&#8217;Angelo (Concertaci\u00f3n Entrerriana), Alicia Haidar, Patricia D\u00edaz, Lidia Ester Nogueira (Partido Justicialista) e Mirta Griselda Alderete (Uni\u00e3o C\u00edvica Radical), que ocupou seus assentos no per\u00edodo 2007-2011, ao qual tamb\u00e9m foi adicionado o impulso do F\u00f3rum dos Direitos das Mulheres (Ruiz Lisman, 2021).<\/p>\n<p>Este regulamento estabeleceu que as listas de candidaturas eletivas para integrar \u00f3rg\u00e3os deliberativos provinciais e locais devem conter uma cota m\u00ednima de 25% dos candidatos por sexo e com possibilidade efetiva de serem eleitos. Caso contr\u00e1rio, a Justi\u00e7a Eleitoral n\u00e3o oficializaria a lista e poderia ordenar a sua reordena\u00e7\u00e3o <em>ex officio<\/em>.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, o artigo 75 da Lei n\u00ba 2.988 de 1934 que regulamenta o Regime Eleitoral de Entre R\u00edos foi modificado, estabelecendo que nas listas de candidatos a Deputados provinciais, as nomea\u00e7\u00f5es devem ser feitas com um m\u00ednimo de um (1) para cada sexo para cada parcela de quatro (quatro) candidaturas, enquanto se houver um restante, uma vez que o procedimento anterior tivesse sido conclu\u00eddo, os demais cargos seriam preenchidos indistintamente. No caso de candidaturas de um \u00fanico membro, como senadores, o artigo 76 da Lei n\u00ba 2988 foi alterado, estabelecendo que o candidato poderia ser indistintamente de qualquer sexo. Se houvesse uma vaga, a regra estabelecia que ela deveria ser preenchida por um candidato do mesmo sexo que permaneceu na lista oficial.<\/p>\n<p>Esse mecanismo foi aplicado nas elei\u00e7\u00f5es provinciais de 2011, 2015 e 2019. A particularidade da legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi apenas o atraso em sua aprova\u00e7\u00e3o, duas d\u00e9cadas ap\u00f3s a validade da lei de cotas em n\u00edvel nacional, mas tamb\u00e9m fez de Entre R\u00edos a \u00fanica prov\u00edncia do pa\u00eds com uma cota inferior a 30%, pois governava a n\u00edvel nacional e esse era o percentual m\u00ednimo adotado pela maioria dos outros governos subnacionais (Fern\u00e1ndez e Ruiz, 2014; Mutti, 2019; Ruiz Lisman, 2021).<\/p>\n<p>Esse crit\u00e9rio de \u00abequidade\u00bb \u00e9 marcante e ao mesmo tempo contradit\u00f3rio devido \u00e0 exist\u00eancia de tr\u00eas antecedentes j\u00e1 vigentes na prov\u00edncia e que estabelecem uma posi\u00e7\u00e3o diferente da aprovada na norma (Fern\u00e1ndez e Ruiz, 2014; Ruiz Lisman, 2021):<\/p>\n<ol>\n<li>Desde 2006, em Entre R\u00edos existe paridade a n\u00edvel municipal para a composi\u00e7\u00e3o das listas de conselheiros e membros de Juntas de Fomento (Artigo 65 da Lei n.\u00ba 3001, incorporada pela Lei n.\u00ba 9728\/06).<\/li>\n<li>Em 2007, para a integra\u00e7\u00e3o de listas de Conven\u00e7\u00f5es Constituintes, foi adotada uma cota de 30%, em conson\u00e2ncia com as normas nacionais.<\/li>\n<li>Em 2008, a Constitui\u00e7\u00e3o provincial foi alterada e o artigo 17 \u00ba adotou o Princ\u00edpio da Equidade de G\u00eanero, que garante a verdadeira igualdade de oportunidades e tratamento para mulheres e homens no pleno e efetivo exerc\u00edcio de direitos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Este \u00faltimo ponto se refletiu atrav\u00e9s da aprova\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 10.844, em novembro de 2020, por meio da qual o Legislativo provincial colocou em pr\u00e1tica a Paridade de G\u00eanero, regulamentando a referida passagem constitucional.<\/p>\n<p>Dessa forma, Entre R\u00edos tornou-se a primeira prov\u00edncia a exigir a paridade de g\u00eanero n\u00e3o s\u00f3 nos poderes do Estado, mas tamb\u00e9m na sociedade civil, uma vez que sua aplicabilidade se estende a partidos pol\u00edticos, entidades\/associa\u00e7\u00f5es profissionais, pessoas jur\u00eddicas privadas, cooperativas e m\u00fatuas, que s\u00e3o instadas a aplicar progressivamente o princ\u00edpio da paridade e adaptar seus estatutos, regulamentos e estruturas organizacionais a esse crit\u00e9rio. No entanto, sua aplica\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o de listas de candidatos ser\u00e1 realizada pela primeira vez para as elei\u00e7\u00f5es provinciais de 2023.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">2. Forma\u00e7\u00e3o do poder legislativo em Santa F\u00e9<\/p>\n<p>De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o provincial de 1962, o Legislativo de Santa F\u00e9 tem duas C\u00e2maras, que renovam seus assentos em sua totalidade a cada quatro anos, em uma elei\u00e7\u00e3o que \u00e9 realizada em conjunto com as do governador e vice-governador, e os legisladores podem aspirar \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o indefinidamente.<\/p>\n<p>O Senado \u00e9 composto por 19 membros, um representando cada departamento e s\u00e3o eleitos pela simples pluralidade de votos.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados de Santa F\u00e9 \u00e9 composta por 50 membros. O processo de distribui\u00e7\u00e3o de assentos \u00e9 realizado por meio de um sistema misto que constitui maiorias de acordo com Nohlen (1995), onde o partido eleitoral vencedor ou alian\u00e7a obt\u00e9m 28 assentos por sistema de maioria simples, e os 22 restantes s\u00e3o distribu\u00eddos entre os outros partidos que competiram no processo eleitoral atrav\u00e9s do sistema de distribui\u00e7\u00e3o D&#8217;Hondt com um piso de 1,5% do rol eleitoral. Esse mecanismo de conforma\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Baixa \u00e9 o que favorece a incorpora\u00e7\u00e3o da cota eleitoral em listas aos candidatos.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara de Deputados de Santa Fe tem 50 membros. O processo de distribui\u00e7\u00e3o de assentos \u00e9 realizado atrav\u00e9s de um sistema de maioria mista de acordo com Nohlen (1995), no qual o partido ou alian\u00e7a eleitoral vencedora obt\u00e9m 28 assentos atrav\u00e9s de um sistema de maioria simples, e os restantes 22 s\u00e3o distribu\u00eddos entre os outros partidos que competiram no processo eleitoral atrav\u00e9s de um sistema de distribui\u00e7\u00e3o D&#8217;Hondt com um piso de 1,5% dos cadernos eleitorais. Este mecanismo para a composi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Baixa \u00e9 o que favorece a incorpora\u00e7\u00e3o da quota eleitoral nas listas de candidatos.<\/p>\n<p>O Gr\u00e1fico N\u00ba 1 mostra que, desde que a quota de 33% foi introduzida, o n\u00famero de mulheres legisladoras aumentou, mas n\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o que o n\u00famero de listas, uma vez que o sistema de distribui\u00e7\u00e3o de lugares reduziu esta possibilidade. Em termos gerais, durante todo o per\u00edodo analisado, a presen\u00e7a de mulheres n\u00e3o excedeu 24,20%, enquanto os homens representaram 75,80%. De um total de 500 lugares distribu\u00eddos por 10 per\u00edodos constitucionais desde 1983, 379 lugares foram ocupados por homens e 121 por mulheres.<\/p>\n<p>Em Santa F\u00e9, o per\u00edodo 1983-2022 \u00e9 caracterizado pelo aumento progressivo das mulheres na C\u00e2mara Baixa. Nesse sentido, al\u00e9m de destacar o aumento que a cota de 33% significou, \u00e9 interessante notar que, em 2019, apesar da aus\u00eancia de uma regulamenta\u00e7\u00e3o provincial sobre paridade eleitoral, os partidos se comprometeram a ultrapassar em suas listas a cota estabelecida pela Lei de 1992, que permitiu que a composi\u00e7\u00e3o feminina da C\u00e2mara chegasse a 48%.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico N\u00b01: Integra\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica por g\u00eanero. C\u00e2mara dos Deputados de Santa F\u00e9, 1983-2022<\/strong><\/p>\n<p><strong> <img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8705 size-large\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-1024x576.jpg\" alt=\"GR1 1024x576\" width=\"1024\" height=\"576\" title=\"O tardar feminino: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa em n\u00edvel subnacional. Os casos de Entre R\u00edos e Santa F\u00e9 (1983-2022)\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-300x169.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-768x432.jpg 768w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-1080x607.jpg 1080w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-980x551.jpg 980w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1-480x270.jpg 480w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR1.jpg 1314w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/p>\n<p>No Senado, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais desigual. Durante todo o per\u00edodo analisado, s\u00f3 no mandato de 2003-2007 \u00e9 que havia duas mulheres na c\u00e2mara ao mesmo tempo. Isto mostra como os sistemas maiorit\u00e1rios afetam homens e mulheres de forma diferente. Ao n\u00e3o permitir a aplica\u00e7\u00e3o de quotas, os sistemas maiorit\u00e1rios com c\u00edrculos eleitorais unipessoais favorecem a apresenta\u00e7\u00e3o de candidatos masculinos reconhecidos pela comunidade.<\/p>\n<p>No caso de Santa F\u00e9, como mostra a Gr\u00e1fico N\u00ba2, existe atualmente apenas uma senadora entre os seus 19 membros, que ganhou um lugar em 2007 e o renovou em tr\u00eas ocasi\u00f5es consecutivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico N\u00b02: Integra\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica por g\u00eanero. Senado de Santa F\u00e9, <\/strong><strong>1983-2022<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8706 size-large\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-1024x576.jpg\" alt=\"GR2 1024x576\" width=\"1024\" height=\"576\" title=\"O tardar feminino: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa em n\u00edvel subnacional. Os casos de Entre R\u00edos e Santa F\u00e9 (1983-2022)\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-300x169.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-768x432.jpg 768w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-980x551.jpg 980w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2-480x270.jpg 480w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR2.jpg 1379w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/p>\n<p>De acordo com a teoria, as listas de membros \u00fanicos para cargos geralmente s\u00e3o integradas com candidatos do sexo masculino, o que afeta ent\u00e3o a composi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 observar as composi\u00e7\u00f5es, mas pensar no contexto cultural e organizacional das institui\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias, que s\u00e3o as que viabilizam as candidaturas (Llanos e Sample;2008). Essa situa\u00e7\u00e3o se torna transparente no caso de Santa F\u00e9 e se aprofunda quando os candidatos s\u00e3o observados renovando assentos desde os anos 90 (Perri, 2016).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">3. A din\u00e2mica legislativa em Entre R\u00edos<\/p>\n<p>Desde 1883, a Assembleia Legislativa de Entre Rios possui uma composi\u00e7\u00e3o bicameral, estrutura ratificada pelo artigo 93 da reforma constitucional de 2008.<\/p>\n<p>No retorno da democracia, a C\u00e2mara Alta de Entre Rios tinha 15 membros, enquanto atualmente tem 17<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. De acordo com o artigo 90 da Constitui\u00e7\u00e3o Provincial, os senadores s\u00e3o eleitos diretamente, com uma simples pluralidade de votos e \u00e0 taxa de um por departamento, ou seja, por eleitorado de um \u00fanico membro.<\/p>\n<p>Por sua vez, a C\u00e2mara dos Deputados no per\u00edodo 1933-2008 foi composta por 28 deputados, ou seja, o dobro de membros da C\u00e2mara dos Senadores como crit\u00e9rio para definir sua conforma\u00e7\u00e3o. A reforma constitucional de 2008 manteve essa posi\u00e7\u00e3o, ampliando sua composi\u00e7\u00e3o para 34 membros.<\/p>\n<p>De acordo com o artigo 91 da Magna Carta provincial, os deputados s\u00e3o eleitos diretamente considerando todo o territ\u00f3rio como um \u00fanico distrito, por meio de um sistema de representa\u00e7\u00e3o proporcional, com base no crit\u00e9rio de quociente com res\u00edduo eleitoral (sistema Lebre). Da mesma forma, atrav\u00e9s do artigo 51 da Constitui\u00e7\u00e3o provincial e do artigo 115 da Lei n\u00ba 2.988 sobre o Regime Eleitoral, \u00e9 garantido que quem triunfar na categoria executiva ter\u00e1 maioria autom\u00e1tica na C\u00e2mara dos Deputados, com as demais cadeiras sendo distribu\u00eddas com o crit\u00e9rio proporcional mencionado anteriormente.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 importante mencionar que, de acordo com o artigo 94 da Constitui\u00e7\u00e3o provincial, ambas as C\u00e2maras s\u00e3o totalmente renovadas a cada quatro anos. Da mesma forma, o regime legislativo de Entre Rios possibilita a reelei\u00e7\u00e3o imediata e indefinida de seus membros nas duas C\u00e2maras.<\/p>\n<p>Para o per\u00edodo em an\u00e1lise, a m\u00e9dia de assentos na C\u00e2mara dos Deputados ocupada por homens foi de 85,60%, enquanto as mulheres representaram apenas 14,40%. Ou seja, de um total de 298 cadeiras eleitas em 10 per\u00edodos constitucionais desde a recupera\u00e7\u00e3o da democracia, 255 assentos foram ocupados por homens e apenas 43 por mulheres.<\/p>\n<p>Entre 1983 e 2022, \u00e9 poss\u00edvel observar uma evolu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de mulheres deputadas. Conforme ilustrado na Gr\u00e1fico N\u00ba 3, o mandato come\u00e7ou com apenas um dos 28 membros da C\u00e2mara, ou seja, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres deputadas entre 1983-1987 foi de apenas 3,60<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>%. A integra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima das mulheres foi alcan\u00e7ada nos per\u00edodos 2011-2015 e na atual (2019-2023), somando um total de 9 deputadas de 34, equivalente a 32,10%, ou seja, quase um ter\u00e7o da composi\u00e7\u00e3o total da C\u00e2mara.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico N\u00b03: Integra\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica por g\u00eanero. C\u00e2mara dos Deputados de Entre R\u00edos, 1983-2022<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8707 size-large\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-1024x576.jpg\" alt=\"GR3 1024x576\" width=\"1024\" height=\"576\" title=\"O tardar feminino: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa em n\u00edvel subnacional. Os casos de Entre R\u00edos e Santa F\u00e9 (1983-2022)\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-300x169.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-768x432.jpg 768w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-980x551.jpg 980w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3-480x270.jpg 480w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR3.jpg 1379w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/p>\n<p>A disparidade de g\u00eanero \u00e9 mais acentuada ao analisar a composi\u00e7\u00e3o do Senado de Entre Rios. No per\u00edodo 1983-2022, as 165 cadeiras eleitas foram ocupadas por 155 homens e apenas 10 mulheres, ou seja, 93,90% eram senadoras e apenas 6,10% era a propor\u00e7\u00e3o de senadores que ocupavam cadeiras de 1983 at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Como mostrado na Gr\u00e1fico N\u00ba 4, houve quatro mandatos constitucionais consecutivos (1987-1991, 1991-1995, 1995-1999 e 1999-2003) mais um quinto mandato (2007-2011) no qual n\u00e3o havia mulheres servindo na C\u00e2mara Alta. Isso significa que, durante 16 dos quase 40 anos de hist\u00f3ria pol\u00edtica abordados neste trabalho, as mulheres n\u00e3o participaram representando departamentos de Entre Rios.<\/p>\n<p>Consequentemente, ao contr\u00e1rio do comportamento progressivo que a presen\u00e7a de mulheres na C\u00e2mara Baixa teve, no Senado a integra\u00e7\u00e3o feminina foi flutuante, e atingiu sua composi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica m\u00e1xima no per\u00edodo atual (2019-2023), obtendo 4 assentos, ou seja, quase um quarto do total (23,52%).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e1fico N\u00b04: Integra\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica por g\u00eanero. Senado de Entre R\u00edos, 1983-2022<\/strong><\/p>\n<p><strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-8708 size-large\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-1024x576.jpg\" alt=\"GR4 1024x576\" width=\"1024\" height=\"576\" title=\"O tardar feminino: Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa em n\u00edvel subnacional. Os casos de Entre R\u00edos e Santa F\u00e9 (1983-2022)\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-300x169.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-768x432.jpg 768w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-980x551.jpg 980w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4-480x270.jpg 480w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/GR4.jpg 1379w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">4. Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/p>\n<p>A partir dos dados apresentados acima, para ambos os casos pode-se ver que o impacto da introdu\u00e7\u00e3o das cotas foi relativo e foi condicionado pelo sistema eleitoral, que tem agido em detrimento das carreiras pol\u00edticas das mulheres. Como explicam v\u00e1rios autores, o processo pelo qual os assentos s\u00e3o distribu\u00eddos tamb\u00e9m importa quando se pensa na implementa\u00e7\u00e3o de cotas femininas e como as mulheres acessam as posi\u00e7\u00f5es (Archenti e Tula, 2008; Norris, 2006).<\/p>\n<p>Ambas as prov\u00edncias t\u00eam um sistema bicameral onde a C\u00e2mara Alta \u00e9 composta por um representante por departamento com um sistema eleitoral de um \u00fanico membro e elei\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria. Esta condi\u00e7\u00e3o do sistema eleitoral limita claramente a possibilidade de garantir o acesso das mulheres \u00e0 c\u00e2mara, uma vez que se trata de um sistema ao estilo brit\u00e2nico (<em>first past the post<\/em>), e quem conseguir mais votos assume automaticamente o lugar.<\/p>\n<p>Com base nos dados apresentados, observa-se que na maioria das listas para cargos de senador departamental, o primeiro lugar geralmente \u00e9 reservado para homens. Isso torna transparente como o contexto social e cultural desempenham um papel muito importante e onde as organiza\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias preferem garantir a maior porcentagem de votos colocando candidatos homens reconhecidos com acesso \u00e0 m\u00eddia (Llanos e Sample, 2008). No entanto, comparativamente, o Senado de Entre Rios mostrou-se mais perme\u00e1vel \u00e0 entrada de mulheres, alcan\u00e7ando que pelo menos quatro mulheres ocupam assentos simultaneamente, situa\u00e7\u00e3o que nunca aconteceu no caso de Santa F\u00e9.<\/p>\n<p>Na C\u00e2mara dos Deputados, o sistema eleitoral tamb\u00e9m gera din\u00e2micas que prejudicam o acesso das mulheres \u00e0 delegacia. Em ambas as prov\u00edncias, a C\u00e2mara Baixa \u00e9 proporcionalmente integrada considerando toda a prov\u00edncia como um \u00fanico distrito. Da mesma forma, tanto em Santa F\u00e9 quanto em Entre R\u00edos, h\u00e1 uma cl\u00e1usula de governan\u00e7a que favorece o partido majorit\u00e1rio, garantindo a maioria autom\u00e1tica dos representantes na C\u00e2mara Baixa.<\/p>\n<p>Embora em Santa F\u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de assentos seja realizada com um sistema D&#8217;Hont enquanto em Entre R\u00edos \u00e9 realizada usando um sistema Hare, o resultado \u00e9 semelhante: prioriza-se o acesso \u00e0 C\u00e2mara para mulheres que se apresentam em partidos com alto fluxo de votos, aqueles que geralmente ganham as elei\u00e7\u00f5es (ou pelo menos disputam os dois primeiros lugares) e adquirem a maioria dos assentos em jogo. Assim, as mulheres que integraram listas nos partidos n\u00e3o vencedores e com menor capacidade de obter apoio, s\u00f3 participam da disputa da minoria dos assentos.<\/p>\n<p>Essas situa\u00e7\u00f5es mostram como uma lei de cotas implementada em um sistema n\u00e3o promocional pode levar \u00e0 baixa participa\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os de poder das mulheres. Embora a inclus\u00e3o de a\u00e7\u00f5es afirmativas de g\u00eanero tenha permitido maior circula\u00e7\u00e3o feminina, o sistema eleitoral tem atuado para combater o impacto positivo da lei.<\/p>\n<p>Os dois casos analisados permitem observar como o sistema eleitoral teve a capacidade de minar a influ\u00eancia do contingente e gerar espa\u00e7os de pouca abertura pol\u00edtica para as mulheres. Da mesma forma, fica exposto o quanto dessa situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 ligada \u00e0 necessidade de modificar estruturas culturais ou significado dentro das institui\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias como uma poss\u00edvel op\u00e7\u00e3o para superar as limita\u00e7\u00f5es normativas expostas. No futuro, resta saber como essa hist\u00f3ria ser\u00e1 modificada a partir da implementa\u00e7\u00e3o da paridade eleitoral em ambas as prov\u00edncias, n\u00e3o apenas em termos num\u00e9ricos, mas olhando para as possibilidades reais que s\u00e3o possibilitadas para as mulheres na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">5. Bibliografia<\/p>\n<p>Archenti, N. y Tula, M.I. (2008), Mujeres y Pol\u00edtica en Am\u00e9rica Latina, Sistemas Electorales y cuotas de g\u00e9nero, Buenos Aires: Editorial Heliasta.<\/p>\n<p>Archenti, N. y Tula, M.I. (2014), La representaci\u00f3n pol\u00edtica imperfecta. Logros y desaf\u00edos de las mujeres pol\u00edticas. Buenos Aires: Editorial EUDEBA.<\/p>\n<p>Barrancos, D. (2012), \u201cReflexiones sobre la saga de los derechos pol\u00edticos femeninos\u201d en Estudios Sociales, N\u00b043, segundo semestre.<\/p>\n<p>Caminotti, M. (2013), \u201cLa representaci\u00f3n pol\u00edtica de las mujeres en el per\u00edodo democr\u00e1tico\u201d en Revista SAAP Vol. 7. Buenos Aires.<\/p>\n<p>Fern\u00e1ndez, E y Ruiz, P. (2014), Las mujeres en la pol\u00edtica entrerriana.Representaci\u00f3n de g\u00e9nero en la Legislatura provincial (1983-2011). En Archenti, N. y Tula, M. I (Coords.),La representaci\u00f3n imperfecta. Logros y desaf\u00edos de las mujeres pol\u00edticas. Buenos Aires: Eudeba.<\/p>\n<p>Ferro, L. (2005), Ser, estar y actuar. Mujeres y participaci\u00f3n pol\u00edtica, Buenos Aires: Feminaria Editora.<\/p>\n<p>Llanos, B. y Sample, K. (2008), 30 A\u00f1os de democracia: \u00bfEn la cresta de la ola? Participaci\u00f3n pol\u00edtica de la mujer en Am\u00e9rica Latina, Per\u00fa: IDEA Internacional.<\/p>\n<p>Marx, J., Borne, J. y Caminotti, M (2007), Las legisladoras: cupos de g\u00e9nero y pol\u00edtica en Argentina y Brasil, Buenos Aires: Siglo XXI Editora Iberoamericana.<\/p>\n<p>Mutti, G. (2017), Reconstrucci\u00f3n del Archivo de la Historia Pol\u00edtico-Institucional de Entre R\u00edos. II Etapa. Historia de los partidos pol\u00edticos, frentes y alianzas electorales y de la elecci\u00f3n de autoridades provinciales para el ejercicio 2011-2017, Informe Final. Consejo Federal de Inversiones. Provincia de Entre R\u00edos. Recuperado de http:\/\/biblioteca.cfi.org.ar\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/08\/informe-final-cfi.pdf<\/p>\n<p>Nohlen, D. (1995), Sistemas Electorales y Partidos Pol\u00edticos, M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Norris, P. (2006), \u201cThe impact of Electoral Reform on Women\u2019s Representation\u201d en Acta Pol\u00edtica. Palgrae Macmillan.<\/p>\n<p>Perri, M.E. (2016), \u201cLa ley de lemas como influencia en la posibilidad de participaci\u00f3n de mujeres\u201d. En XII Congreso Nacional y V Internacional Sobre Democracia, Rosario.<\/p>\n<p>Ruiz Lisman, P. (2021), Entre R\u00edos y Corrientes. En Tula, M. I y Martin, M. E. (Coords.), Hacia la paridad Cambios y desaf\u00edos en la representaci\u00f3n pol\u00edtica (pp. 231-253). Recuperado de Hacia la Paridad (ebook).pdf (usal.edu.ar)<\/p>\n<p>Saba, R. (2016), M\u00e1s all\u00e1 de la igualdad formal ante la ley. \u00bfQu\u00e9 les debe el Estado a los grupos desaventajados?, Editorial Siglo XXI, Argentina.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Di\u00e1rio El Litoral \u00abPara garantirzar el cupo femenina\u00bb, Edi\u00e7\u00e3o de 03 de junho de 2012, Santa F\u00e9.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre isso, recomenda-se ler Perri, M.E. (2020) \u201c\u00bfSer\u00e1 Justicia? Cuota santafesina e interpretaciones jur\u00eddicas\u201d en dossier Cr\u00edtica Jur\u00eddica Feminista. Intersecci\u00f3n de opresiones de clase, g\u00e9nero y raza en el derecho como fen\u00f3meno del poder, no n\u00famero 3 de Nuestra Praxis. Revista de Investigaci\u00f3n Interdisciplinaria y Cr\u00edtica Jur\u00eddica. 2\u00ba ano, Nro 4.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Em 1984, foi criado o departamento de Islas del Ibicuy (Lei n\u00ba 7.297), que ampliou a composi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara para 16 senadores. Enquanto em 1995, foi aprovada a cria\u00e7\u00e3o do departamento de San Salvador (Lei n\u00ba 8.981), dando ao Senado sua atual filia\u00e7\u00e3o a 17 membros.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> No per\u00edodo 1987-1991, dependendo da constitui\u00e7\u00e3o das listas e dos resultados eleitorais, a C\u00e2mara dos Deputados tinha que ter apenas uma deputada do sexo feminino. No entanto, em 1989, mais uma deputada, Cristina Zapata (PJ), foi adicionada, substituindo Eduardo Mario Ferreyra, que assumiu como deputado nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Fanny-Natali-Maidana.jpg[\/author_image] [author_info]Fanny Natal\u00ed Maidana Doutora em Ci\u00eancia Pol\u00edtica (UNR). Graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UCA). 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