{"id":9277,"date":"2022-03-28T12:19:49","date_gmt":"2022-03-28T15:19:49","guid":{"rendered":"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/?p=9277"},"modified":"2025-07-26T23:47:25","modified_gmt":"2025-07-27T02:47:25","slug":"onde-havia-tetos-permanecem-paredes-uma-analise-da-segregacao-vertical-e-horizontal-nos-executivos-subnacionais-argentinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/onde-havia-tetos-permanecem-paredes-uma-analise-da-segregacao-vertical-e-horizontal-nos-executivos-subnacionais-argentinos\/","title":{"rendered":"Onde havia tetos, permanecem paredes: uma an\u00e1lise da segrega\u00e7\u00e3o vertical e horizontal nos executivos subnacionais argentinos"},"content":{"rendered":"<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Maria-Milagros-Faggiani.jpg[\/author_image] [author_info]<strong>Mar\u00eda Milagros Faggiani<\/strong><\/p>\n<p>Graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Cat\u00f3lica de C\u00f3rdoba. Atua como consultora em Comunica\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica em Analytics 427. Seus temas de interesse s\u00e3o participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, perspectiva de g\u00eanero e comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. [\/author_info] [\/author]<\/p>\n<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Nayet-Kademian.jpg[\/author_image] [author_info]<strong>Nayet Kademi\u00e1n<\/strong><\/p>\n<p>Graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Cat\u00f3lica de C\u00f3rdoba, interessada no estudo da integra\u00e7\u00e3o de g\u00eanero em pol\u00edticas p\u00fablicas. Atua como consultora em gest\u00e3o de projetos para o setor p\u00fablico e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais. [\/author_info] [\/author]<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9280 size-full\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/RCG-Agencia-de-investigacion-privada-para-bienes-y-soluciones-de-gobierno.jpg\" alt=\"RCG Agencia De Investigacion Privada Para Bienes Y Soluciones De Gobierno\" width=\"800\" height=\"465\" title=\"Onde havia tetos, permanecem paredes: uma an\u00e1lise da segrega\u00e7\u00e3o vertical e horizontal nos executivos subnacionais argentinos\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/RCG-Agencia-de-investigacion-privada-para-bienes-y-soluciones-de-gobierno.jpg 800w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/RCG-Agencia-de-investigacion-privada-para-bienes-y-soluciones-de-gobierno-300x174.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/RCG-Agencia-de-investigacion-privada-para-bienes-y-soluciones-de-gobierno-768x446.jpg 768w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/RCG-Agencia-de-investigacion-privada-para-bienes-y-soluciones-de-gobierno-480x279.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Historicamente, as mulheres foram relegadas da pol\u00edtica. Na Argentina, at\u00e9 agora houve apenas duas presidentes mulheres: Isabel Per\u00f3n em 1973 e Cristina Fern\u00e1ndez de Kirchner, que serviu de 2007 a 2015. Nos n\u00edveis subnacionais, a tend\u00eancia continua, dos 24 distritos apenas 2 s\u00e3o governados por mulheres. Como Mercedes D&#8217;Alessandro, Emilia Cerra e Andr\u00e9s Snitcofsky mencionam: \u00abNa Argentina havia mais governadores chamados de \u00abCarlos\u00bb do que havia mulheres governadoras. Elas s\u00e3o apenas 8 em toda a hist\u00f3ria e metade chegou ao poder depois de 2012&#8243;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Neste artigo, propomos uma an\u00e1lise dos executivos subnacionais argentinos. Em um pa\u00eds com forte agenda de g\u00eanero e onde quase todas as suas prov\u00edncias t\u00eam paridade de g\u00eanero em suas legislaturas, nos perguntamos como \u00e9 o acesso aos minist\u00e9rios nas 23 prov\u00edncias argentinas e na Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires. Diante disso, nos perguntamos, em primeiro lugar, se h\u00e1 &#8211; ou n\u00e3o &#8211; <em>tetos de cristal<\/em> nos gabinetes, e se esse \u00e9 um espa\u00e7o de poder que as mulheres conseguem alcan\u00e7ar? \u00a0Em segundo lugar, analisamos se h\u00e1 <em>paredes de vidro<\/em>, e se h\u00e1 uma segrega\u00e7\u00e3o entre mulheres que s\u00e3o ministras e homens?<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, as demandas dos movimentos feministas e de mulheres come\u00e7aram a penetrar mais profundamente nas estruturas pol\u00edticas e estatais. Nesse sentido, o ano de 2015 marcou um antes e depois: a reformula\u00e7\u00e3o de antigos problemas p\u00fablicos, manifesta\u00e7\u00f5es e eventos teve um ponto de virada na marcha de 3 de junho daquele ano, que mais tarde seria lembrada como a \u00abNi Una Menos\u00bb. Naquele dia, uma multid\u00e3o ocupou as ruas para exigir pol\u00edticas p\u00fablicas contra a viol\u00eancia machista e os feminic\u00eddios<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. A partir deste momento, in\u00fameros temas que cruzaram mulheres e dissid\u00eancias ganharam maior presen\u00e7a na agenda p\u00fablica e pol\u00edtica: a luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero, o direito ao aborto legal, o reconhecimento de identidades n\u00e3o bin\u00e1rias e outras demandas que at\u00e9 ent\u00e3o eram apenas parte de uma agenda minorit\u00e1ria em termos sociais<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Dessa forma, in\u00fameras conquistas foram alcan\u00e7adas: desde a tipifica\u00e7\u00e3o no C\u00f3digo Penal de \u00abviol\u00eancia no espa\u00e7o p\u00fablico\u00bb (ass\u00e9dio de rua) at\u00e9 a interrup\u00e7\u00e3o legal da gravidez e a Lei Micaela, que estabelece a forma\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria na perspectiva de g\u00eanero para os tr\u00eas ramos do Estado nacional.<\/p>\n<p>Como esperado, e de forma articulada a essas demandas, a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres foi ampliada em termos quantitativos &#8211; uma vez que mais mulheres agora militam e tomam o centro do palco e qualitativas porque as que participam, podem faz\u00ea-lo em melhores condi\u00e7\u00f5es do que antes- Nessa \u00e1rea, a Argentina apresenta antecedentes que a posicionam como pioneira mundialmente, sendo o primeiro pa\u00eds a sancionar, em 1991, a chamada \u00ab<em>Lei das cotas femininas\u00bb de<\/em> 30% para a aloca\u00e7\u00e3o de cargos eletivos em n\u00edvel nacional<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Posteriormente, foi substitu\u00edda pela Lei 27.412 sobre \u00ab<em>Paridade de g\u00eanero em \u00e1reas de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/em>\u00bb em 2017, que estabelece que as listas de candidatos\/as devem ser integradas \u00abcolocando mulheres e homens intercalados do\/a primeiro\/a candidato\/a ao\/\u00e0 \u00faltimo\/a candidato\/a suplente\u00bb.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>A n\u00edvel subnacional, tamb\u00e9m foram promovidas uma s\u00e9rie de reformas destinadas a incorporar mulheres na pol\u00edtica. Das 24 jurisdi\u00e7\u00f5es argentinas, 21 t\u00eam leis de paridade em legislaturas provinciais. As tr\u00eas restantes estabelecem cotas de 30%, embora com algumas diferen\u00e7as: enquanto Tucum\u00e1n e Corrientes tipificam que se trata de uma <em>cota feminina<\/em>, a Terra do Fogo menciona-a como <em>uma cota por g\u00eanero<\/em><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, o acesso das mulheres ao poder continua a ser dificultado por uma s\u00e9rie de barreiras que as impedem de alcan\u00e7ar posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a. A maioria dessas reformas tem sido orientada para o Poder Legislativo, sem cobrir, na maioria dos casos, o Poder Executivo. Apenas duas prov\u00edncias estabelecem paridade de g\u00eanero em executivos subnacionais: Entre R\u00edos e Santa F\u00e9. Isso \u00e9 impressionante, pois, como explicam Barnes, Ciocci e Lopreitte, esses cargos, em pa\u00edses federais como a Argentina, s\u00e3o muitas vezes mais poderosas e cobi\u00e7adas do que as posi\u00e7\u00f5es legislativas nacionais, uma vez que concedem acesso a recursos fiscais com uma grande margem de a\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Nesse contexto, \u00e9 importante analisar a composi\u00e7\u00e3o dos poderes executivos subnacionais. Perguntamo-nos se, atualmente, com a implementa\u00e7\u00e3o de leis de paridade nas prov\u00edncias argentinas e em um contexto de ascens\u00e3o do movimento feminista, h\u00e1 um consequente aumento de mulheres em espa\u00e7os n\u00e3o eletivos de poder, como gabinetes subnacionais. Para isso, observamos como as equipes governamentais s\u00e3o compostas em cada uma das prov\u00edncias argentinas e na Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires (C.A.B.A). Levamos em conta as posi\u00e7\u00f5es de mais alto n\u00edvel depois dos\/as governadores\/as ou chefe de governo no caso da C.A.B.A.. Dessa forma, observamos o sexo daqueles que chefiam os Minist\u00e9rios em cada um desses distritos.<\/p>\n<p>Com isso, em primeiro lugar, queremos saber se h\u00e1 uma segrega\u00e7\u00e3o<strong> vertical<\/strong> em executivos subnacionais, comumente conhecidos como <em>tetos de cristal<\/em>. Isso se refere \u00e0 dificuldade das mulheres em acessarem cargos gerenciais. Em muitos casos, observa-se que, apesar da maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica nas \u00faltimas d\u00e9cadas, n\u00e3o h\u00e1 necessariamente uma mudan\u00e7a na distribui\u00e7\u00e3o de poder por g\u00eanero nas principais posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a quando n\u00e3o h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o nesse sentido<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.\u00a0 As administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas refletem, em muitos casos, as idiossincrasias e orienta\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas de diferentes sociedades. Nesse sentido, as mulheres geralmente se concentram nos estratos inferiores, diminuindo \u00e0 medida que analisamos n\u00edveis com maior hierarquia dentro do organograma<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Algumas teorias prop\u00f5em que isso ocorre porque as normas culturais vigentes definem autoridade e lideran\u00e7a como uma qualidade masculina<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. \u00c9 bem prov\u00e1vel que a <strong>lideran\u00e7a<\/strong> esteja associada a habilidades como dureza, compet\u00eancia, ambi\u00e7\u00e3o, racionalidade, agressividade, competitividade e afins. Enquanto a submiss\u00e3o, afetividade, compaix\u00e3o, afeto ou sensibilidade, tra\u00e7os estereotipados femininos, s\u00e3o relegados<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>. Como resultado, as mulheres t\u00eam maiores obst\u00e1culos quando se trata de se inserir em espa\u00e7os de poder.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, buscamos considerar n\u00e3o apenas o n\u00famero de mulheres que servem como ministras, mas tamb\u00e9m em que \u00e1reas o fazem. Nesse sentido, avaliamos se, como nas comiss\u00f5es legislativas<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>, as mulheres que conseguem acessar os espa\u00e7os de poder o fazem sozinhas ou principalmente em carteiras feminizadas que continuam a reproduzir uma imagem estereotipada delas.<\/p>\n<p>H\u00e1 amplas evid\u00eancias de como, no setor privado, as mulheres enfrentam<strong> a segrega\u00e7\u00e3o horizontal <\/strong>no mercado de trabalho. Esse fen\u00f4meno, tamb\u00e9m conhecido como <em>paredes de cristal<\/em>, refere-se a essas paredes invis\u00edveis, que segmentam seu desenvolvimento educacional e ocupacional, concentrando-as em setores menos din\u00e2micos e com menor remunera\u00e7\u00e3o da economia<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>. Ou seja, mesmo depois de atingir uma posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a, as mulheres na maioria dos casos tendem a supervisionar menos subordinados e t\u00eam menos responsabilidade financeira em compara\u00e7\u00e3o com seus pares masculinos<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>. Assim, as mulheres s\u00e3o vistas como \u00abportadoras naturais de um capital humano que s\u00f3 lhes permite ser trabalhadores de segunda classe, assumindo que suas habilidades s\u00e3o orientadas \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o e ao cuidado da vida\u00bb<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>. Assim, s\u00e3o nomeadas para cargos mais hier\u00e1rquicos, somente quando se trata de tarefas relacionadas ao cuidado, gest\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do lar, fam\u00edlia e m\u00e3o-de-obra<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Uma din\u00e2mica semelhante \u00e9 observada na pol\u00edtica: mesmo mulheres que conseguem quebrar os tetos de vidro e posi\u00e7\u00f5es de acesso de maior hierarquia, em muitos casos o fazem em carteiras feminizadas. Como explica Virginia Garc\u00eda Beaudoux<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>, s\u00e3o barreiras que limitam o acesso a determinadas \u00e1reas: mesmo que cheguem ao topo, muros impedem as mulheres de liderar \u00e1reas como economia, obras p\u00fablicas, defesa, ci\u00eancia e tecnologia. Assim, s\u00e3o em grande parte relegados a posi\u00e7\u00f5es menos poderosas, muitas vezes sendo atribu\u00eddas a pastas de gabinete e comiss\u00f5es parlamentares definidas como \u00abfemininas\u00bb e com menos prest\u00edgio<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Na mesma linha, a Cepal afirma que, na Am\u00e9rica Latina, \u00abas mulheres s\u00e3o nomeadas para cargos ministeriais, principalmente na \u00e1rea social e cultural, muito mais do que nos gabinetes pol\u00edtico e econ\u00f4mico\u201d<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>. Isso est\u00e1 ligado a uma cren\u00e7a generalizada de que, se compararmos mulheres com homens, as primeiras t\u00eam qualidades como a emo\u00e7\u00e3o, afetividade, sensibilidade e compreens\u00e3o que as levam a se preocupar mais com as necessidades de outras pessoas e harmonia e coes\u00e3o dentro dos grupos<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>.\u00a0 Nesse sentido, vemos como as mulheres que acessam posi\u00e7\u00f5es de poder na pol\u00edtica tendem a se concentrar principalmente em espa\u00e7os que continuam a fortalecer o estere\u00f3tipo das mulheres como respons\u00e1veis por tarefas reprodutivas.<\/p>\n<p><strong>Muitos gabinetes e poucas mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos <strong>tetos de cristal<\/strong> nos gabinetes executivos subnacionais argentinos, vemos como, da totalidade de 257 minist\u00e9rios, 72% t\u00eam em seus chefes -186 ministros &#8211; enquanto apenas os 28% restantes s\u00e3o liderados por mulheres -71 ministras-.\u00a0 Desta forma, observa-se que, na maioria dos casos, em todo o pa\u00eds, as mulheres acessam essas posi\u00e7\u00f5es de tomada de decis\u00e3o em uma propor\u00e7\u00e3o menor do que os homens. Al\u00e9m disso, apenas 12 dos 24 distritos subnacionais do pa\u00eds t\u00eam pelo menos 30% de mulheres em seus gabinetes.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas duas prov\u00edncias em todo o pa\u00eds que atingem a paridade com pelo menos 50%. Um deles, Entre R\u00edos, que tem legislado a paridade no Executivo como nos outros poderes do governo. A outra, Tierra del Fuego, um caso paradigm\u00e1tico: em uma das poucas prov\u00edncias argentinas onde n\u00e3o h\u00e1 paridade no legislativo (eles ainda mant\u00eam a cota de 30%) e, ainda assim, as mulheres est\u00e3o em 56% dos cargos ministeriais. Dessa forma, vemos como tanto a vontade pol\u00edtica quanto a lei s\u00e3o duas formas diferentes de garantir a equidade de g\u00eanero nos executivos subnacionais.<\/p>\n<p>Em contraste, Corrientes, Salta, La Pampa e Tucum\u00e1n s\u00e3o as prov\u00edncias menos equitativas em termos de acesso a cargos ministeriais. Nenhuma delas atinge 15% de mulheres em seus minist\u00e9rios (Gr\u00e1fico 1). Eles poderiam ser acompanhados pelo Poder Executivo Nacional, no qual apenas 10% das carteiras s\u00e3o ocupadas por mulheres. Nos casos subnacionais que est\u00e3o mais distantes da paridade, vemos como eles incluem apenas um ministro dentro de seu gabinete. Em Corrientes e Salta , as \u00fanicas mulheres em seus gabinetes est\u00e3o em pastas feminizadas, Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Social, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Porcentagem de minist\u00e9rios chefiados por mulheres e homens em distritos subnacionais da Argentina<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9315 size-full\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A1-e1648484989698.jpg\" alt=\"A1 E1648484989698\" width=\"796\" height=\"501\" title=\"Onde havia tetos, permanecem paredes: uma an\u00e1lise da segrega\u00e7\u00e3o vertical e horizontal nos executivos subnacionais argentinos\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A1-e1648484989698.jpg 796w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A1-e1648484989698-300x189.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A1-e1648484989698-768x483.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 796px) 100vw, 796px\" \/><\/p>\n<p>Apesar da evidente exist\u00eancia de segrega\u00e7\u00f5es verticais no acesso das mulheres ao poder, destaca-se que estas s\u00e3o muito menores do que eram h\u00e1 alguns anos. Se compararmos com os dados divulgados por Mercedes D&#8217;Alessandro, Emilia Cerra e Andr\u00e9s Snitcofsky em 2019, observamos que 13 prov\u00edncias aumentaram a propor\u00e7\u00e3o de mulheres em seus gabinetes, enquanto apenas 8 diminu\u00edram e 3 a mantiveram. Em m\u00e9dia, o n\u00famero de mulheres nos gabinetes subnacionais da Argentina aumentou 7% (Gr\u00e1fico 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Porcentagem de minist\u00e9rios chefiados por mulheres em 2019 e 2022<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9316 size-full\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A2-e1648484970758.jpg\" alt=\"A2 E1648484970758\" width=\"796\" height=\"529\" title=\"Onde havia tetos, permanecem paredes: uma an\u00e1lise da segrega\u00e7\u00e3o vertical e horizontal nos executivos subnacionais argentinos\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A2-e1648484970758.jpg 796w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A2-e1648484970758-300x199.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/A2-e1648484970758-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 796px) 100vw, 796px\" \/><\/p>\n<p>As maiores mudan\u00e7as ocorreram na Terra do Fogo, que, como dissemos, agora tem 56% de mulheres em seu gabinete. Em 2019, esse percentual foi de apenas 10%, portanto, entre um per\u00edodo e outro, o aumento foi de 46%. Tamb\u00e9m \u00e9 not\u00e1vel o caso da prov\u00edncia de Buenos Aires, onde passou de um gabinete s\u00f3 de homens em 2019 para um com 35% de mulheres em 2022. Da mesma forma, em Chaco e San Juan, o n\u00famero de mulheres em executivos aumentou mais de 30%, passando de 9 e 13% para 43% e 44% respectivamente.<\/p>\n<p>Em contraste, outras prov\u00edncias tiveram um rev\u00e9s em termos de equidade de g\u00eanero dentro de suas equipes executivas. O maior preju\u00edzo para o n\u00famero de mulheres ministras ocorreu na prov\u00edncia de San Luis, onde passou de um gabinete de paridade, para um que s\u00f3 tem 30% de mulheres. Com diferen\u00e7a semelhante, mas com maior magnitude \u00e9 o caso de Salta, onde em 2019 havia apenas 30% das ministras mulheres, o que foi reduzido em 19% at\u00e9 2022. Os outros distritos em que o n\u00famero de mulheres diminuiu foram Santa Cruz, Mendoza, La Pampa, Entre R\u00edos, Buenos Aires e Corrientes. No entanto, nas duas \u00faltimas, a mudan\u00e7a foi insignificante (apenas 1 e 3%) e, em Entre R\u00edos, apesar da diminui\u00e7\u00e3o, a paridade \u00e9 preservada, uma vez que antes havia a maioria das mulheres.<\/p>\n<p><strong>Poucas mulheres, muitas \u00e1reas feminizadas.<\/strong><\/p>\n<p>Agora, atualmente, em quais \u00e1reas as ministras mulheres trabalham principalmente? Quando olhamos se h\u00e1 ou n\u00e3o segrega\u00e7\u00e3o horizontal em executivos subnacionais, descobrimos que 44% das mulheres trabalham em \u00e1reas que podemos considerar \u00abfeminizadas\u00bb: Educa\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento Social, Sa\u00fade, Comunidade e Mulheres e g\u00eaneros. Como mencionamos anteriormente, s\u00e3o carteiras que continuam a reproduzir o papel das mulheres como respons\u00e1veis pelas tarefas assistenciais e associadas ao estere\u00f3tipo feminino: sens\u00edveis, calorosas, gentis, pacientes, emocionais, atentas \u00e0 inf\u00e2ncia etc.<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Para observ\u00e1-lo em dados locais, em fevereiro de 2021, foi realizada uma pesquisa de opini\u00e3o no territ\u00f3rio argentino em que diferentes pessoas foram questionadas se eles atribu\u00edram certos atributos naturalmente a homens ou mulheres, ou se eram indistintos entre ambos os sexos. Enquanto na maioria dos casos foi respondido que os atributos eram indistintos, quando questionados sobre empatia, 32% dos entrevistados estabeleceram que se tratava de um atributo das mulheres, enquanto apenas 4% naturalmente a atribu\u00edram aos homens. Tamb\u00e9m 38% postularam que ser protetor ou protetor era uma qualidade das mulheres, em compara\u00e7\u00e3o com 7% que a consideravam masculina. Al\u00e9m disso, 65% disseram que a sensibilidade \u00e9 um atributo feminino, 32% que era indistinto e apenas 1,3% que era um tra\u00e7o do g\u00eanero masculino<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Dessa forma, vemos uma correspond\u00eancia entre o estere\u00f3tipo feminino e as posi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o atribu\u00eddas \u00e0s mulheres. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia, portanto, que do total de ministros subnacionais, 15% estejam encarregados da Educa\u00e7\u00e3o, 12% da Sa\u00fade, 10% do Desenvolvimento Social e 7% de Mulheres, G\u00eanero e Crian\u00e7as (Gr\u00e1fico 3). Que essas s\u00e3o as \u00e1reas mais acess\u00edveis \u00e0s mulheres corresponde \u00e0 constru\u00e7\u00e3o social de pap\u00e9is de g\u00eanero e a uma cultura desigual, que tamb\u00e9m \u00e9 institucionalizada dentro do pr\u00f3prio Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c1reas a cargo dos Ministras subnacionais<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9317 size-full\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a3-e1648485120311.jpg\" alt=\"A3 E1648485120311\" width=\"796\" height=\"531\" title=\"Onde havia tetos, permanecem paredes: uma an\u00e1lise da segrega\u00e7\u00e3o vertical e horizontal nos executivos subnacionais argentinos\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a3-e1648485120311.jpg 796w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a3-e1648485120311-300x200.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a3-e1648485120311-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 796px) 100vw, 796px\" \/><\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser uma carteira feminizada, Governo e Justi\u00e7a, tamb\u00e9m est\u00e1 entre as mulheres que mais conseguem ocupar. 8% das mulheres ministras est\u00e3o no comando desta pasta. No entanto, quando olhamos para o n\u00famero de mulheres e homens que dirigem este minist\u00e9rio, descobrimos que, enquanto h\u00e1 18 homens ocupando esse tipo de posi\u00e7\u00e3o (75%), apenas 6 mulheres chegam a ele (25%). Dessa forma, embora um percentual significativo de mulheres atinja \u00e1reas como Governo e Justi\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 tanto quando comparamos com o n\u00famero de homens na mesma posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, quando avaliamos os percentuais em \u00e1reas feminizadas, vemos como aumenta a propor\u00e7\u00e3o de mulheres ministradas: 32% no caso do Desenvolvimento Social, 38% em Sa\u00fade, 58% na Educa\u00e7\u00e3o e 100% em Mulheres, g\u00eaneros e crian\u00e7as. No total, 56% dos minist\u00e9rios com carteiras feminizadas s\u00e3o liderados por mulheres, enquanto apenas 44% s\u00e3o liderados por homens. Isso inverte a tend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos outros cargos de gabinete (Gr\u00e1fico 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Como os minist\u00e9rios s\u00e3o compostos em termos de g\u00eanero?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9318 size-full\" src=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a4-e1648485284413.jpg\" alt=\"A4 E1648485284413\" width=\"796\" height=\"529\" title=\"Onde havia tetos, permanecem paredes: uma an\u00e1lise da segrega\u00e7\u00e3o vertical e horizontal nos executivos subnacionais argentinos\" srcset=\"https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a4-e1648485284413.jpg 796w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a4-e1648485284413-300x199.jpg 300w, https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/a4-e1648485284413-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 796px) 100vw, 796px\" \/><\/p>\n<p>A \u00e1rea mais masculinizada \u00e9 a que est\u00e1 ligada aos Recursos Naturais Estrat\u00e9gicos (como agricultura, pecu\u00e1ria, pesca, hidrocarbonetos ou minera\u00e7\u00e3o). Dos 9 minist\u00e9rios subnacionais ligados a isso, 100% s\u00e3o ocupados por homens. Em seguida, \u00e1reas como Economia, Infraestrutura e Obras P\u00fablicas, Coordena\u00e7\u00e3o, Seguran\u00e7a e Justi\u00e7a, Produ\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia e Tecnologia, est\u00e3o em mais de 75% dos casos, lideradas por homens. Assim, por exemplo, apenas 1% dos ministros subnacionais s\u00e3o respons\u00e1veis pela Ci\u00eancia e Tecnologia, apenas 3% da Economia e apenas 4% da Infraestrutura e das obras p\u00fablicas.<\/p>\n<p><strong>Pensamentos Finais<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise desses dados nos convida, portanto, a assumir uma perspectiva de integra\u00e7\u00e3o de g\u00eanero nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Isso significa, por um lado, reconhecer que constru\u00e7\u00f5es culturais em torno do feminino e do masculino est\u00e3o cristalizadas nas estruturas e pr\u00e1ticas do pr\u00f3prio Estado. Estere\u00f3tipos e divis\u00f5es sexuais do trabalho continuam a ser reproduzidos dentro do organograma do Estado.<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m disso, \u00e9 importante avaliar como as rela\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres com suas assimmetrias se desdobram em um quadro de regras e procedimentos androc\u00eantricos, onde os elementos simb\u00f3licos do mundo cultural feminino s\u00e3o subordinados e desvalorizados em rela\u00e7\u00e3o aos masculinos <a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>. Dessa forma, \u00e9 importante nos perguntarmos por que, dentro do pr\u00f3prio Estado, essas \u00e1reas feminizadas, ligadas \u00e0s tarefas de cuidado, continuam a ter um papel secund\u00e1rio na organiza\u00e7\u00e3o governamental.<\/p>\n<p>Nesse contexto, torna-se necess\u00e1rio n\u00e3o apenas consolidar a\u00e7\u00f5es afirmativas, que detectam e corrijam os fatores persistentes que colocam as mulheres em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o aos homens, mas tamb\u00e9m para reconhecer suas ra\u00edzes culturais. Para isso, \u00e9 essencial incorporar uma perspectiva que leve em conta o papel primordial do Estado na constru\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de igualdade entre homens e mulheres tamb\u00e9m nas distribui\u00e7\u00f5es de recursos e no reconhecimento simb\u00f3lico de cada uma das \u00e1reas. Lembrando que pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m s\u00e3o generalizadas, o que implica que os conte\u00fados, objetivos e metodologias est\u00e3o imbu\u00eddos de concep\u00e7\u00f5es sobre o valor relativo dos atributos culturais masculinos e femininos <a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\"><sup>[24]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> D\u00b4Alessandro, M., Cerra, E.,Snitcofsky, A.\u00a0 (28 de febrero de 2019). M\u00e1s Carlos que gobernadoras. La desigualdad en las provincias argentinas. Ecofeminita. Recuperado em 02\/3\/2021 de <a href=\"https:\/\/ecofeminita.com\/mascarlosquegobernadoras\/\">https:\/\/ecofeminita.com\/mascarlosquegobernadoras\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Natalucci, A. L., &amp; Rey, J. (2018). \u00bf Una nueva oleada feminista? Agendas de g\u00e9nero, repertorios de acci\u00f3n y colectivos de mujeres (Argentina, 2015-2018).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Barros, M. M., &amp; Mart\u00ednez Prado, N. (2019). Populismo y Derechos Humanos en el devenir masivo de los feminismos argentinos.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Lei n\u00ba 24.012 (1991). Lei das Cotas femininas. Promulgada em 29 de novembro de 1991. Argentina.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Lei n\u00ba 27.412 (2017). Paridade de G\u00eanero em \u00c1reas de Representa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica. Promulgada em 22 de novembro de 2017. Argentina.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> C\u00e2mara Nacional Eleitoral (2022) Representaci\u00f3n Pol\u00edtica de las Mujeres. [online] Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.electoral.gob.ar\/nuevo\/paginas\/datos\/paridaddatos.php&gt; [Acessado em 2 de fevereiro de 2022].<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Barnes, T.D., Ciocci, T., &amp; Lopreite, D. (2019). Avalia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de mulheres em gabinetes subnacionais na Argentina (1992-2016). Revista de ciencia pol\u00edtica (Santiago), 39(1), 1-23.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> O\u00f1ate, P. (2014). The effectiveness of quotas: vertical and horizontal discrimination in Spain. Representation, 50(3), 351-364.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Nasser, S. (2018). Boxed Women in Public Administration &#8211; Between Glass Ceilings and Glass Walls: A Study of Women&#8217;s Participation in Public Administration in the Arab States. Journal of International Women&#8217;s Studies, 19(3), 152-171. Dispon\u00edvel em: http:\/\/vc.bridgew.edu\/jiws\/vol19\/iss3\/12<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Estevez-Abe, M. (2005). Gender bias in skills and social policies: The varieties of capitalism perspective on sex segregation. <em>Social Politics: International Studies in Gender, State &amp; Society<\/em>, <em>12<\/em>(2), 180-215.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>Morales, J.M. &amp; Cuadrado, I. (2011). Perspectivas psicol\u00f3gicas sobre la implicaci\u00f3n de la mujer en pol\u00edtica. <em>Psicolog\u00eda Pol\u00edtica<\/em>, (42), 29-44.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Granara, A. (2014). Representaci\u00f3n legislativa de las mujeres en las provincias argentinas, 1989-2011. Am\u00e9rica Latina Hoy, 66, 115-143. https:\/\/doi.org\/10.14201\/alh201466115143<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Diaz Langou, G., De Le\u00f3n, G., Florito, J., Caro Sachetti, F., Biondi, A. &amp; Karczmarczyk, M. (2019). El g\u00e9nero del trabajo. Entre la casa, el sueldo y los derechos. Buenos Aires: CIPPEC-OIT-ONU Mujeres-PNUD.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> Chudnovsky, M. (2021). \u00bfD\u00d3NDE EST\u00c1N Y QU\u00c9 HACEN LAS MUJERES DENTRO DE LA ADMINISTRACI\u00d3N P\u00daBLICA? EL CASO DEL SECTOR P\u00daBLICO ARGENTINO. <em>Revista de Gesti\u00f3n P\u00fablica<\/em>, <em>9<\/em>(1).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> ANZORENA, Claudia. (2008). Estado y divisi\u00f3n sexual del trabajo: las relaciones de g\u00e9nero en las nuevas condiciones del mercado laboral. Utop\u00eca y Praxis Latinoamericana, 13(41), 47-68. Recuperado em 07 de fevereiro de 2022, de <a href=\"http:\/\/ve.scielo.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1315-52162008000200003&amp;lng=es&amp;tlng=es\">http:\/\/ve.scielo.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1315-52162008000200003&amp;lng=es&amp;tlng=es<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> CarrasquerP., Rasgados, T., Tejero, E., Romero, A. (1998). <em>El trabajo reproductivo. <\/em>Universitat Aut\u00f2noma de Barcelona. Departament de Sociologia, Espanha. Pap\u00e9is. 55, 1998 95-114.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> Garcia Beaudoux, V. I. (2017). Mujeres en carrera al poder: techos de cristal y suelos pegajosos. Comunicateo. Dispon\u00edvel em: <u><a href=\"https:\/\/communicatio.com.ar\/mujeres-carrera-al-poder-techos-cristal-suelos-pegajosos-2\/\">https:\/\/communicatio.com.ar\/mujeres-carrera-al-poder-techos-cristal-suelos-pegajosos-2\/<\/a><\/u><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> O\u00f1ate, P. (2014). The effectiveness of quotas: vertical and horizontal discrimination in Spain. Representation, 50(3), 351-364.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> CEPAL (2011). \u00bb Observatorio de Igualdad de G\u00e9nero de Am\u00e9rica Latina y el Caribe. El Salto de la autonom\u00eda: de los m\u00e1rgenes al centro. Informe anual 2011&#8243;. (p. 35). Santiago do Chile: ECLAC.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> Orlando D&#8217;AdamoVirginia Garcia&#8230;Beaudoux, Gladys Ferrari &amp; Gabriel Eslavo (2008) Mujeres candidatas: percepci\u00f3n p\u00fablica del liderazgo femenino, Revista de Psicolog\u00eda Social: International Journal of Social Psychology, 23:1, 91-104, DOI: 10.1174\/021347408783399534<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a> Prentice, D.A., &amp; Carranza, E. (2002). What women and men should be, shouldn\u2019t be, are allowed to be, and don\u2019t have to be: The contents of prescriptive gender stereotypes. Psychology of women quarterly, 26(4), 269-281.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\"><sup>[22]<\/sup><\/a> Zuban C\u00f3rdoba e Associados (2021) <em>Encuesta Nacional de Mujeres, febrero 2021<\/em><em>. <\/em>C\u00f3rdoba, Argentina. Dispon\u00edvel em: <u><a href=\"https:\/\/zubancordoba.com\/portfolio\/informe-argentina-febrero-2021-parte-2\/\">https:\/\/zubancordoba.com\/portfolio\/informe-argentina-febrero-2021-parte-2\/<\/a><\/u><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\"><sup>[23]<\/sup><\/a> \u200b\u200bRio Gust\u00e1, A. L. R. (2008). Las pol\u00edticas sensibles al g\u00e9nero: variedades conceptuales y desaf\u00edos de intervenci\u00f3n. Temas y debates: revista universitaria de ciencias sociales, (16), 109-130.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\"><sup>[24]<\/sup><\/a> Rio Gust\u00e1, A. L. R. (2008). Las pol\u00edticas sensibles al g\u00e9nero: variedades conceptuales y desaf\u00edos de intervenci\u00f3n. Temas y debates: revista universitaria de ciencias sociales, (16), 109-130.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https:\/\/transparenciaelectoral.org\/caoeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Maria-Milagros-Faggiani.jpg[\/author_image] [author_info]Mar\u00eda Milagros Faggiani Graduada em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Cat\u00f3lica de C\u00f3rdoba. Atua como consultora em Comunica\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica em Analytics 427. Seus temas de interesse s\u00e3o participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, perspectiva de g\u00eanero e comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. 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